sexta-feira, 21 de outubro de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Educação e Qualidade
Não deveria nem comentar, pois não acredito muito nesses índices que medem uma suposta qualidade da educação, mas a notícia http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/escola+com+crianca+esperanca+e+affroreggae+e+a+pior+do+rio+no+ideb/n1597114039776.html não surpreende. Na verdade reforça uma impressão que tenho tido desde algum tempo: sozinha a escola não muda a sociedade. O que ocorre nessa escola, parece, é um excesso de "projetos" que nem sempre pretendem melhorar a educação, mas proporcionar certas coisas que as crianças, por serem pobres, não têm em casa, cultura. São até interessantes iniciativas desse tipo, mas não resolvem nada - às vezes até cavam um fosso entre as atividades culturais e aquelas que são tradicionalmente escolares, porque estas estão realmente ruins e aquelas são bem legais. Talvez seja necessário observar dois pontos, não sobre a escola em geral, mas sobre os professores: formação e salário, quem sabe melhorando essas duas coisas, hein?
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Ainda sobre eleição
Não deveria justificar porque não voto no candidato tucano. Mas fiz isso em postagens anteriores e farei, novamente, nessa. Talvez com um pouco mais de sentimentalismo. O fato é que, como funcionário público de São Paulo, não posso deixar de dizer quão danosos foram e têm sido os governos tucanos para o funcionalismo, em especial o desse senhor que fez (e faz) de tudo para ser presidente da república (lembrem-se que foi o mesmo que disse que não deixaria a prefeitura de São Paulo e depois de dois anos... Também é o mesmo que deixou o governo do estado. Aliás há um vídeo do José de Abreu que circula na Internet, no qual o ator diz que nem o mandato de presidente da UNE o candidato cumpriu...).
Desde que os tucanos começaram a governar São Paulo, temos assistido a um arrocho salarial do funcionalismo. Em especial, quando se trata de professores, parece que a coisa é pior. Levantamento do Dieese mostra que o salário do professor atualmente perdeu aproximadamente 70% do valor que tinha em 1980. Não se trata apenas do professor de educação básica. Também os de nível superior têm enfrentado a mesma política. Brinca-se, com piadas sobre os salários de docentes das universidades paulistas, que há 20 e tantos anos o salário mensal comprava um Chevette (zero) e agora compra também, o mesmo Chevette, de 20 e tantos anos.
Engraçado, no entanto, é que se diz por aí que o salário mínimo será de 600 reais. Também se diz que o salário mínimo do estado de SP é maior que o da nação. É fato que o tucano candidato lançou um programa que se chama "piso salarial paulista" e que realmente esse piso é maior que o salário mínimo. Mas vejam que esse piso, o governo não paga para seus funcionários. É um piso que se aplica apenas à iniciativa privada.
O tucanato deve nutrir um sentimento não muito legal com relação ao funcionalismo, não há outra explicação. Não é possível acreditar que um governo tucano vai melhorar a situação do país e a vida das pessoas se seus governos não dão condições mínimas de trabalho (e por que não, de vida, já que os salários não conseguem mais cobrir basicamente o que se paga para viver em SP. Basta ver a situação de professores que têm que acumular dois empregos para sobreviver mais dignamente - há aqueles que trabalham mais de 50 horas com alunos) para seus funcionários, que, vejam, também são pessoas. Ah! Sim, os funcionários também são seres humanos, não é? Eles também têm família, necessitam morar, comer, vestir, etc.
Será que é por isso que a carreira de professor não atrai mais ninguém?
terça-feira, 26 de outubro de 2010
A Arrogância do Seu Serra tá pegando nos seus colaboradores
Vejam: para os tucanos, todo mundo tem que falar igual a eles, ser do seu grupinho...
Repórter do NR e da RBA é ofendido por senador do PSDB
- é ligada a quem essa revista?
- aos sindicatos
- que sindicatos? - falou a assessora do lado dele
- bancários, metalúrgicos, químicos...
- pelego, você é pelego - falou o senador
- não podemos conversar, senador?
- pelego. sua revista é financiada pelo PT...
- e a Veja, quem financia, senador?
- pelego
- que educação, senador
- pelego filha da puta. pelego filha da puta!
João me escreveu: "foi assim, gratuito. fiquei passado, triste mesmo. não que não devesse esperar isso, mas agora vai ser isso, vou ser rotulado logo de cara pelo veículo em que eu trabalho? ninguém associa a tucano-demo logo de cara um sujeito que trabalha na folha? uma noite horrível." Digo o seguinte: é preciso que os políticos respeitem o trabalho dos jornalistas. Esse clima de guerra entre PT e PSDB está doentio. João Peres é um trabalhador, um empregado de um veículo que, sim, tem ligações com os sindicatos. E daí? Isto é público e notório. Nada está escondido. Pergunto ao distinto senador: todos os metalúrgicos, químicos e afins são "filhos da puta", então? Eu sou "filho da puta" também, pois apesar de não ser petista, trabalhei na revista durante um ano. Eis mais um absurdo que se tornou estas eleições. Lastimável.
"A Editora Atitude, que publica os dois veículos (Rede Brasil Atual e Revista do Brasil), condena a postura do senador eleito e entende que liberdade de expressão não é agredir verbalmente quem está em seu direito constitucional de exercer a liberdade de imprensa, muito menos a função de um representante de um Estado no Senado Federal", diz o diretor da editora, Paulo Salvador.
sábado, 16 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Arrogância
Olhem! Mais um exemplo da arrogância do sr. presidenciável:
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/serra+se+irrita+com+pergunta+sobre+exdiretor+da+dersa/n1237797836382.html
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/serra+se+irrita+com+pergunta+sobre+exdiretor+da+dersa/n1237797836382.html
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Demissão da jornalista/psicanalista
Na postagem anterior disse que o Estadão fez bem em declarar quem apoia nas eleições. Mas esqueci de dizer que acho condenável demitir alguém porque tem uma opinião contrária à do jornal.
É, no mínimo, bem interessante gritar pelos ventos que se está censurado a não sei quantos dias e usar da mesma artimanha e calar a voz da psicanalista Maria Rita Kehl que escreveu contrariamente à posição do jornal. Também bem interessante é o fato do jornalão falar o tempo todo de uma possível regulação da imprensa, que isso é quebra da liberdade, etc, etc. e não deixar alguém expressar sua opinião.
Abaixo o link de uma entrevista dada por Maria Rita Kehl ao Terra Magazine:
Os jornais e a posição política
Editorial do Estado declarou apoio ao candidato tucano. Bom, muito bom mesmo. Acho, também, uma atitude digna. Não há porque se esconder atrás da inexistente neutralidade. É bom que a grande mídia diga de que lado está. Dessa forma, podemos perceber mais claramente as escolhas, as manchetes, as tendências no modo de apresentar os fatos (as notícias?), etc.
Quem quiser ler o editorial, o link está aqui: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,editorial-o-mal-a-evitar,615255,0.htm. Lá pode-se ler além do apoio aberto ao tucano, uma crítica ao governo petista. Acho que tal crítica é impulsionada pelo que a grande imprensa vem chamando de censura, ou volta dela, além da posição que o jornal assume. Ou seja, não se pode ser contra um governo se não se tem nada contra ele.
Muito bem, pois quero frisar, que para mim, o mal a evitar é justamente o contrário do que diz o editorial do Estado. Não gosto de colocar as coisas assim tão dicotimizadas, bem ou mal, amor e ódio. Enfim, parece coisa de novela global. No entanto, já que as coisas são postas dessa forma, males que não gostaria de ver (repetidos ou não): a privatização desmedida, a precarização dos salários do funcionalismo, o sucateamento das universidades federais, o alinhamento incondiconal com políticas neoliberais, o DEM no poder, o estado mínimo, o engessamento das mobilizações populares, ufa! e poderia seguir a lista.
Assim como faz o Estadão, que declara apoio ao tucano não pelo que ele pode fazer pelo país, mas por ser contra o governo petista, declaro que sou contra os governos tucanos e que por isso voto na continuidade do PT no poder.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Um texto
Abaixo texto que teria provocado a demissão da jornalista do Estadão. Há também os que dizem que não foi demitida, mas que está proibida de escrever sobre política...
Dois pesos...
02 de outubro de 2010 | 0h 00
Maria Rita Kehl - O Estado de S.Paulo
Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.
Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.
Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.
O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".
Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.
Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Importante
Matéria da Folha indica que quase metade dos professores do estado de São Paulo sao temporários. Mais um argumento para se decidir em quem votar... Lembrem-se que o mesmo partido governa o estado há quase duas décadas. Mas se olharmos um pouco para trás veremos que o mesmo grupo comanda a educação há mais ou menos 30 anos (o secretário de hoje foi secretário no governo Montoro...). Depois ficam se dizendo defensores da democracia. Que democracia? A mesma que não recebe professores para negociar? A mesma que bate em professores? A mesma que bota polícia para bater em polícia? A mesma que não reajusta salários? A mesma que mantém um vale alimentação para os docentes fixado em QUATRO reais há dez anos?
Quem irão culpar pelo fracasso da educação paulista? Será que continuarão batendo em morto, como vêm fazendo os governantes com os professores? Educação é uma pasta estratégica. Se um mesmo partido não conseguiu melhorar efetivamente o ensino em 16 anos, resta apenas uma certeza: não há vontade política em melhorar!
Então, cuidado com os tucanos (não com a ave, obviamente, que, infelizmente está associada a um partido político).
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Sigilo
Há momentos em que dá pra acredtar no PIG (partido da imprensa golpista) - nome criado por jornalistas para designar a imprensa de ampla circulação e que obviamente assume, seja de forma sutil ou escancarada, um lado, uma posição, principalmente no cenário político.
Os novos "escândalos" envolvendo quebra de sigilo de pessoas ligadas a um candidato a presidente, cheiram a coisa de PIG. É impossível entender por que em toda eleição surgem dossiês, quebra de sigilos, e sempre contra um mesmo partido... Se os adversários desse partido fazem mesmo essa asneira - coisa da qual duvido - estão precisando melhorar muito seus métodos para tentar ganhar votos. Agora, se o tal PIG está envolvido nisso - coisa da qual não é impossível duvidar - é mesmo difícil de saber, já que a imprensa se reserva ao direito de preservar suas fontes.
Mas que com essas quebras de sigilo a imprensa tem muito assunto para tratar, isso tem... Ah! Claro! O mais engraçado, é que sempre, em todos os escândalos envolvendo dossiês, quebra de sigilo etc., quem se "dá bem" não é o partido que supostamente promoveu os escândalos. Estranho, não é?
sábado, 14 de agosto de 2010
E um pouco de turismo
Um bom passeio é o Tren de la Costa. Coisa de primeiro mundo, muito silencioso, dá até pra dormir. Confesso que dei uma cochilada nele hoje enquanto ia para Maipu. Trata-se de um trem que vai margeando o Rio de la Plata até chegar ao delta do Rio Tigre (em Tigre). É um trem turístico, mas dá pra dizer que é um passeio barato. Custa 30 pesos ida e volta (cerca de 15 reais). Claro que se pensar no preço do trem ou do metrô aqui, torna-se caro - o metrô custa aqui 1,10 peso (55 centavitos de real) e o trem, dependendo do destino também é por aí. Sim, é possível ir de TBA (trenes de Buenos Aires) até Tigre, aí da pra ver o contraste do trem pra turista e trem pro povo. Fiz mais ou menos isso, hoje. Saí do centro de BsAs, da estação Pasteur da linha B do metrô, fiz a combinação com alinha C até o terminal Retiro, de onde saem os TBA, de lá peguei o trem para San Isidro (uma cidadezinha muito simpática da grande BsAs) - lá aos sábados e domingos rola uma feira de artesãos, muito boa; também as construções são muito bonitas (nota: brasileiros aos montes). Depois, de San Isidro fui de TBA até Tigre (até esse ponto gastei 2,90 pesos!). Em Tigre peguei o Tren de la Costa, que vai até Maipu , onde se pode fazer combinação com o TBA e chegar até o terminal Retiro novamente.
Além de curtir o trem pode-se também perceber - de dentro de um trem de "primeiro mundo" - as contradições do terceiro mundo. Vê-se, paisagens bonitas, excesso de grana (ostentada nas centenas de lanchas e iates que se pode ver em Tigre ou em algum canal de la Plata) e a falta dela (perceptível nas várias favelas que estão no caminho do trem).
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Mais Trabalho - Menos Turismo
Pensei que seria mais turista que trabalhador, mas já estou começando a achar que trabalho mais que faço turismo. Para quem não sabe, estou por aqui para pesquisar quadrinhos argentinos, ou mais especificamente, tiras cômicas que incluam personagens infantis.
Achei que não iria a lugar algum, mas nos últimos dias, surgiram, com o apoio de uma professora daqui (que não conheço pessoalmente, mas que me está ajudando por e-mail - paradoxalmente estou em seu país e falo com ela exclusivamente por e-mail - coisas da modernidade) muitas coisas, quero dizer muitos personagens. Além de Mafalda, que todo mundo conhece, há por aqui (vou citar por ordem de descoberta) Yo, Matias de Sendra, Malena - la nena alcoholica de El Bruno, Batu de Tute, Auxílio de Rep, além de personagens periféricos...
Já tenho bons materiais. O que vai me dar um bom trabalho pela frente.
De dica turística, fica o Museu Nacional de Belas Artes (que fica na Recoleta), muita coisa pra se ver... (pintura, em especial...)
sábado, 7 de agosto de 2010
Enquanto isso...
Enquanto na Plaza Francia, rolava a feira a que fiz menção na postagem anterior - feira muito bonita, por sinal, vale o passeio - esta invadida por turistas brasileiros, na Plaza del Congreso rolava um encontro das "Jornadas Nacionais de Arte e Saúde Mental". Já na tarde de ontem alguns eventos já começavam a acontecer, assisti uma mesa redonda ao ar livre nessa mesma praça, em que se discutiam coisas como internação em hospitais, a própria arte como terapia, etc.
O que consegui ver hoje foi a apresentação de pacientes de um hospital psiquiátrico, cujo nome não sei, eles cantaram, dançaram e se divertiram muito. Uma senhora cantou El dia en que me quieras, outra Quizás, quizás, quizás. Foi uma festival de desvios, todos perfeitamente desviantes do padrão social, uns desafinavam, outros esqueciam a letra, outros cantavam mais do que entusiasmados. Todos muito felizes, mostrando que os padrões são mais loucos que a própria loucura e que segui-los, muitas vezes, é muito chato. Viva la locura!
Turistas e a maldição das fotos
Num dos passeios que fiz aqui em BsAs (Jardim Japonês, para ser mais específico), fui interpelado por uma moça para que tirasse uma foto dela com mais duas pessoas. Evidenciou-se, é claro, minha falta de traquejo com o aparelho, que na verdade era um celular. Perguntei-lhe onde apertava para tirar a foto e ela me instruiu. Tirei a foto e todos eles agradeceram. Juro que não me importei com isso, e não me importaria em fazê-lo novamente.
O que me importa é o fato de que as fotos tenham virado praga. Explico-me. Uma das coisas que sempre faço, e que, por estar aqui sozinho, venho fazendo com mais frequência, é observar tipos. Talvez seja uma obsessão em notar regularidades em pessoas, tentando provar pra mim mesmo que há poucos tipos, e que, sendo assim, as pessoas são bem parecidas entre elas, embora façam de tudo para parecer diferentes. Vamos a alguns episódios "fotográficos".
Com o aparecimento das máquinas digitais e celulares "faz tudo" as pessoas passaram a fotografar cada vez mais. E isso, no meu ponto de vista, se transformou numa espécie de maldição. Parece que as pessoas não saem mais para se divertir, ou para conversar, ou para namorar, mas para tirar fotos. Hoje, no momento em que estava sentado no terraço de uma galeria próxima à feira e ao cemitério da Recoleta, chegou um casal jovem com uma máquina em punho. O rapaz tirou umas quatro fotos da moça numa mesma posição, em ângulos quase idênticos. O sorriso no rosto dela, era o mesmo, armado, exatamente como faz minha filhinha Sophia, de três anos, ultimamente - mostrando forçadamente os dentes. Depois, a cena se repetiu com troca de papéis. Fiquei um momento sem observá-los e saí do local. Depois de uns dez minutos voltei e fiquei caminhando pelo espaço comum que há ali próximo ao Hard Rock Cafe. Encontrei-os novamente e... câmera em punho, o rapaz tirava fotos da moça apontando para a logomarca do estabelecimento referido. Juro que não consigo entender o motivo de tantas fotos, não tinha nada ali que justificasse, o lugar era exatamente igual a qualquer outro do mesmo tipo. Valha-me Deus.
Um pouco antes, visitei uma igreja, colada no cemitério, por dentro muito bonita, por sinal, com adornos dourados em vários espaços. Entrei, sentei e fiquei ali por uns quinze minutos. Parecia entrevista do Lula, dada a quantidade de flashes disparados, mas com um agravante, cinco ou seis câmeras. De novo o exagero, cinco ou seis fotos do altar, mais uma filmagem (de uma coisa parada...) e mais um tanto de fotos de outro espaço... Haja HD pra guardar tudo isso... Fico quase envergonhado de estar carregando uma câmera comigo...
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
La ola se va, pero el frio se queda
Nem tanto assim... Mas foi a notícia que vi hoje na TV: a frente fria vai, mas o frio fica. Já deu pra sentir a diferença, está uns dez graus. Bem melhor assim.
Impressões gerais:
1- o povo portenho (ou boa parte dele) se esforça pra compreender o que se fala. (o que vai um pouco na contramão do estereótipo de argentino que construímos por aí) - ouvi-los, porém, não é tarefa fácil;
2- come-se muita carne mesmo;
3- as construções são muito bonitas;
4- os papelitos não estão só nos estádios, embora as ruas sejam até que limpas (com exceção dos excrementos caninos), em toda esquina da Corrientes tem cinco caras querendo te dar uma propaganda...
5- hoje fui na biblioteca nacional, bom lugar, pouco movimento, faz mas meu gênero, bem diferente do passeio de ontem que foi
6- Calle Florida, boa pra quem gosta de compras, o que não é meu caso. Muitas lojas já trazem dois preços, em Peso e Reales. Aliás, muito fácil de trombar com brasileiros por lá. Trombar mesmo, porque são todos deslumbrados, dão pinta de turistas mesmo, nem se importam, depois reclamam da sorte...
e
7- ainda não tomei nenhuma cerveja, mas já bebi muito vinho - realmente muito baratos.
8- hoje comprei quatro revistinhas do Patoruzito (um personagem dos quadrinhos de cá), acho que já comecei a trabalhar...
até
Impressões gerais:
1- o povo portenho (ou boa parte dele) se esforça pra compreender o que se fala. (o que vai um pouco na contramão do estereótipo de argentino que construímos por aí) - ouvi-los, porém, não é tarefa fácil;
2- come-se muita carne mesmo;
3- as construções são muito bonitas;
4- os papelitos não estão só nos estádios, embora as ruas sejam até que limpas (com exceção dos excrementos caninos), em toda esquina da Corrientes tem cinco caras querendo te dar uma propaganda...
5- hoje fui na biblioteca nacional, bom lugar, pouco movimento, faz mas meu gênero, bem diferente do passeio de ontem que foi
6- Calle Florida, boa pra quem gosta de compras, o que não é meu caso. Muitas lojas já trazem dois preços, em Peso e Reales. Aliás, muito fácil de trombar com brasileiros por lá. Trombar mesmo, porque são todos deslumbrados, dão pinta de turistas mesmo, nem se importam, depois reclamam da sorte...
e
7- ainda não tomei nenhuma cerveja, mas já bebi muito vinho - realmente muito baratos.
8- hoje comprei quatro revistinhas do Patoruzito (um personagem dos quadrinhos de cá), acho que já comecei a trabalhar...
até
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Direto de BsAs Argentina
Aqui para um estágio, estou sofrendo um pouco com o frio. Por enquanto descobri que tem muitas livrarias, o que é um bom (ou melhor, ótimo) começo, e também que quando se entra nelas não te enchem o saco pedindo o que quer. Também o preço dos livros é de dar gosto, há muita coisa na casa dos 10 pesos, o que quer dizer entre 5 e 6 reais. Até 1 de setembro estou "argentino", pero hablando portunhol... e tentando noticiar as coisas como estão por aqui.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
copa
Parece que agora a copa vai. Acho que os atacantes se acostumaram com a Jabulani. A Argentina fez 4, Uruguai 3 e França levou 2. Nigéria e Grécia fizeram jogo de três gols. Já tá bem melhor que a primeira rodada. Aquela mesmice do jogo retranqueiro do OXO. Vamos ver se o Brasil apresenta um futebol de primeira ou vai ficar tocando bola na zaga.
De qualquer jeito fica o protesto: esse povo que só reclamou da bola, nunca chutou bola de 1,5 kg de couro puro (no campo molhado, encharcava e pesava o tiplo), como Garrincha e Pelé. Acho que estão precisando jogar um pouco na várzea pra lembrar o que é arrancar a tampa do dedão.
sábado, 29 de maio de 2010
Propagandas
Contradição em propaganda institucional deveria ser encarada como um pecado mortal! A prefeitura de Jundiaí tem veiculado nas TVs locais uma que divulga o programa educacional do município. Uma das coisas que são enaltecidas é a instituição da escola de tempo integral. Bem no final da propaganda, a garota que divulga as inovações diz algo como agora também temos a escola de tempo integral. E o texto da propaganda é fechado pela última fala da garota: porque o objetivo não é só passar de ano, mas aprender. Quer dizer que as escolas que não são de tempo integral não conseguem fazer aprender?
Talvez (mas acho que é uma interpretação branda...), essa última fala quisesse se referir anaforicamente ao programa educacional como um todo, mas escorrega quando é colocada logo após à fala sobre a escola de tempo integral. É como se só essa modalidade de ensino fosse a mais importante inovação, e a única capaz de fazer aprender.
Outro fato: a propaganda também diz que as crianças terão dois professores em sala. Até onde sei, esse segundo professor,é um estagiário de faculdades da região. Tecnicamente não são ainda professores...
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Menos de
Manchete do Jornal de Jundiaí de 27 de maio trazia a seguinte afirmação: menos da metade das escolas avaliadas é aprovada. Ler a manchete e depois o texto servem para vermos como se pode perceber que um texto nunca pode ser lido como imparcial. Tudo bem que as duas coisas não combinavam (texto e manchete). Foi mesmo um erro, eu acho, mas dá pra entender como são feitos os textos para chamar a atenção de um aspecto.
Disse que texto e manchete não combinavam porque os números que o texto trazia desmentiam a manchete. Na verdade de 36 escolas avaliadas 15 não teriam sido aprovadas no exame do Governo de S. Paulo. Isso não totaliza mais da metade, fazendo com que o restante (21) seja menos da metade. Mas, ignoremos o erro. E vejamos que tipo de pista nos dá uso do menos.
Ao usar menos o foco da leitura deve recair sobre essa palavra. Então, "menos da metade é aprovada" é uma forma de colocar em evidência que as escolas da cidade não andam bem... Se usasse outra palavra quase, por exemplo, o foco em quase faria com que a posição do texto em relação ao fato também se alterasse, estaria amenizado o fato de metade das escolas ter sido reprovada.
Mas voltando ao erro, aquele que escreveu poderia utilizar um recurso parecido e que garantiria também seu posicionamento sem falsear os números: quase metade das escolas é reprovada. Aqui o foco recairia sobre quase, mas o restante da frase garante que é um registro negativo sobre o fato.
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